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Entenda como o COVID-19 afeta a economia mundial

Entenda como o COVID-19 afeta a economia mundial

No fim de dezembro de 2019 houve o diagnóstico e anúncio do novo Coronavírus (COVID-19). A doença teve sua origem na cidade de Wuhan, China. Em questão de semanas outros países começaram a se deparar com pessoas infectadas.

Em alguns casos, como o da Coreia do Sul, o país conseguiu reverter o quadro e impediu que mais pessoas fossem diagnosticadas com o vírus. O mesmo não pode ser dito de países europeus como Itália, Espanha e França o surto foi mais grave. A situação do Brasil é delicada, já que existe a apreensão de enfrentar uma situação tal qual a Itália, país com recordes de mortes diárias. 

Além da área da saúde que é afetada diariamente pelo COVID-19, a economia mundial sofre cada vez mais com os avanços e força governos, fintechs, startups e empreendedores a tomarem medidas na busca pela minimização dos danos econômicos.

Os setores que mais sofreram impactos

Voos cancelados, shoppings encerrando suas atividades, eventos esportivos e tecnológicos sendo adiados. Este é o cenário de várias cidades brasileiras e fora do país. Aviação, Turismo, Varejo, Hotelaria e Alimentício são os principais setores impactados diretamente pela pandemia.

Um dos setores mais ameaçados financeiramente é o da Aviação, visto que empresas do mundo todo reduziram o número de voos e limitaram suas rotas. Isso não só por que parte da população teme viajar em aviões na atual situação, mas esta seria uma tentativa de evitar a propagação do vírus entre as localidades atingidas.

Seguindo essa linha de raciocínio, a conhecida companhia aérea, American Airlines, vetou todos os voos para o Brasil. No momento, os países europeus seguem isolados. A Azul já se viu obrigada a reduzir a oferta de assentos em 25%. Como consequência as ações da Azul caíram 36% na bolsa.Enquanto a Latam reduziu em 70% sua oferta e segundo a bolsa de valores de Nova York, obteve uma queda total de 28,4%.

O setor varejista também apresenta sua leva de prejuízos. Afinal de contas, ficar em casa, evitar multidões e sair o mínimo possível são as principais medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a propagação do COVI-19. De acordo com o Boletim Cielo, desde o começo do surto de Coronavírus, o varejo brasileiro sofreu uma queda de 24,9%, incluindo uma  desaceleração no ritmo de queda na primeira semana de abril.

Os danos econômicos no Varejo brasileiro podem ser explicados pelos seguintes motivos:

1. Recuo na projeção positiva de vendas

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) a projeção para crescimento do setor era de 5,3% em 2020 em relação ao ano passado. Porém com a instabilidade da economia, a tendência é uma evolução menor do faturamento .

2. Redução no fluxo de consumo

O receio justificado por aglomerações afeta acaba por afetar as vendas em shoppings, centros comerciais e outros estabelecimentos. A quantidade significativa de pessoas em isolamento social representa uma redução do consumo não planejado, as famosas compras de consumidores ao passar por supermercados e lojas no caminho de casa, trabalho ou a passeio. Tudo isso impactou em atividades de vestuário, calçados e serviços de alimentação. No caso deste último ainda há mais chances de faturamento por meio do delivery.

3. Desabastecimento de mercadorias

Há duas possibilidades de isto ocorrer. A primeira é se o catálogo de produtos da loja varejista for de origem chinesa. Logo o comércio internacional da China segue prejudicado pela pandemia. A segunda causa do desabastecimento pode ser explicada pela alta no dólar que já ultrapassou a marca dos R$ 5 no meio de março. Assim sendo, as mercadorias de fora do Brasil possuem valor muito elevado.

Entre os dias 13 e 25 de março, a  Elo Performance e Insights realizou o estudo Impactos econômicos do COVID-19. Seu relatório mostrou que vários setores como farmácias, postos de combustíveis, lojas de departamento, bares e restaurantes, turismo e estacionamento foram afetados pela pandemia. Ao longo do período analisado pela Elo, constatou-se quedas consideráveis  nos faturamentos de crédito e débito. O setor de vestuário e estacionamento foram os que mais prejudicados.

Plataformas digitais se sobressaem na crise

Em contrapartida, as medidas restritivas de circulação fizeram com que as vendas online e setor de comunicação, principalmente no que diz respeito a soluções de home office, crescessem consideravelmente.

O relatório da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Movimento Compre&Confie, apontou que, desde o dia 24 de fevereiro até 18 de março, as vendas online de produtos de saúde aumentou 111% e as compras em supermercados avançou 80. Tudo isso em comparação a um período semelhante de 2019 - de 25 de fevereiro a 20 de março. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as vendas online deste ano aumentaram 28,8%, somando R$ 5,6 bilhões.

As restrições na circulação de pessoas afetou diversas empresas, levando estas a buscarem por soluções inteligentes que integrassem seus times em home office e valorizassem empresas de tecnologia de trabalho remoto especializadas em fazer reuniões, eventos online e comunicação digital. Em relatório da Bernstein Research é apontado o crescimento na demanda por empresas de conferência virtual. A Zoom e a Slack são exemplos de plataformas que relataram o aumento de usuários nas  últimas semanas.

A quantidade de usuários móveis da Zoom superou em quase três vezes sua concorrente Microsoft Teams, segundo dados da Apptopia. Nos Estados Unidos a empresa bateu recorde de 4,84 milhões  usuários móveis em 30 de março. Isso pode ser explicado garças as crianças e jovens migrando para as aulas online e as empresas adotam mais práticas de home office. No mesmo dia, a Microsoft Teams foi utilizada por 1,56 milhão de usuários móveis. Já o Slack, menos de 500 mil pessoas.

Caso esse ritmo de crescimento continue, o mercado de conferências online ultrapassará sua avaliação de mercado de US$ 3 bilhões, segundo a consultoria global de pesquisa Gartner.

Quanto a China, país de origem do COVID-19, duas de suas principais plataformas corporativas, DingTalk (Alibaba) e WeChat Work (Tencent), saíram do ar no começo de março em função da grande quantidade de acessos simultâneos.

A empresa Alibaba divulgou que em um único dia 200 milhões de usuários utilizam sua plataforma DingTalk. Um recorde de acessos. Isso fez com que muitos empresas de tecnologia investissem em melhorias no suporte de suas plataformas. A WeChat Work, por exemplo, teve de aumentar o limite de pessoas que podem participar de uma mesma videoconferência. Agora são 300.  De acordo com o portal South China Morning Post, usuários da WeLink (Huawei), e Lark (ByteDance) também tiveram dificuldade de utilizar estas ferramentas de mensagens corporativas.

E os serviços de streaming não ficam para trás

O fechamento temporário de salas de cinema no mundo todo afetou diretamente a audiência de filmes e séries de canais fechados e gigantes do streaming como Netflix, Amazon Prime e HBO. Por esse motivo, operadoras de TV e plataformas de conteúdo sob demanda decidiram oferecer assinaturas de graça, dar acesso gratuito a alguns de seus canais e promover descontos.

No caso da União Europeia esta chegou a pedir à Netflix que a qualidade de seus títulos fosse reduzida para que a rede de internet não ficasse tão sobrecarregada. Já os brasileiros ainda assistem às séries e filmes em HD. Segundo dados da Netflix, o tráfego no site da empresa cresceu consideravelmente em alguns países: 85% na Espanha, 76% na Itália e 37% no Brasil.

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