Picolés e Open Data: o usuário em primeiro lugar

Picolés e Open Data: o usuário em primeiro lugar

Um dos grandes mitos em torno das mudanças trazidas pelo Open Finance está no uso dos dados dos usuários. Afinal, não faltam exemplos de vazamentos, mau uso e ilegalidades em torno de informações privadas em outros segmentos de mercado.

Mas algo que se fala pouco na economia Open, é que a verdadeira revolução começa no usuário. Afinal, a primeira mudança, algo que tornou tudo isso possível, aconteceu no minuto em que os clientes – e não as empresas – se tornaram donas de seus próprios dados.

E para entender isso, é só soletrar comigo: L-G-P-D.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) começou a valer no Brasil em 2018 e garante a proteção de dados pessoais como nome, telefone, CPF e tudo mais que puder ser coletado de forma digital.

O Open Finance existe dentro da LGPD, já que o primeiro passo para que se possa usar uma ferramenta ou um processo está, invariavelmente, no consentimento. Ou seja, somos nós, eu e você, que autorizamos, controlamos e permitimos que dados sejam usados – além de onde e por quanto tempo.

Na visão do usuário, o Open Finance é a integração entre esses dados e as diversas instituições. Ou seja, a partir de agora, você é dono dos dados. E as empresas, junto com o Banco Central, precisam se virar para trocar informações de maneira rápida e (muito) segura.

Claro, isso tudo é muito novo. Não estamos acostumados ainda a pensar na quantidade de dados que geramos em cada ação ou em como as máquinas que usamos são preparadas especificamente para coletar tudo isso.

Mas o fato é que deixamos pegadas, que são lidas, enriquecidas, trabalhadas e compreendidas por grandes empresas, que podem usar isso de maneira positiva ou negativa para nós.

Os processos do Open Finance se mostraram seguros e regulados. Agora precisamos discutir sobre como as empresas farão uso dos dados. Em pouco tempo, nossa trilha de informações será cada vez mais valiosa e complexa.

Feche os olhos e pense num dia de sol. Um passeio com sua família. Um picolé com seus filhos. Você aproxima o cartão, compra três Chicabons e pronto. Milhares de operações por segundo são feitas e dezenas de conclusões são computadas.

Dados sobre sua saúde, seus hábitos e sua família. Suas marcas preferidas ou o parque que você frequenta podem ser usados a favor ou contra você. "Lí e aceito os termos e condições" ficou cada vez mais importante, para nós e para as instituições que coletam todas as nossas impressões pelo mundo.

Afinal, estamos todos acostumados a ter contas bancárias, scores de crédito e produtos financeiros baseados em históricos que não controlamos ou sequer temos acesso.

Hoje, temos os dados no bolso. E podemos finalmente controlá-los. Além de serviços como pagamentos, empréstimos, seguros e planos de saúde, as instituições podem criar também uma relação mais saudável com seus clientes.

Basta que a gente clique "ok" com consciência.




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