Jantar com Devs: Simplificando e Desmistificando a Internet das Coisas



Em nossa 4ª edição da série voltada ao público Dev falamos sobre Internet das Coisas. Contamos com a participação de Mathias Garcia Brem, Co-founder & CDO na Rox Partner, Alexandre Casemonstro, CEO na Casemonstro Robótica Educacional, Pedro Bertoleti, Analista de Software Sênior no Instituto de Pesquisa Eldorado e Ricardo Dias, CEO na CUBi Energia. 

 

Muitas empresas estão crescendo graças a adoção contínua de tecnologia. E a Internet das Coisas é um dos assuntos de maior destaque no meio desse avanço. No mundo temos 8,4 bilhões de objetos conectados, como smart TVs, automóveis, sistemas inteligentes de iluminação ou equipamentos industriais. 

A previsão, segundo o estudo Mobile Visual Networking Index (VNI), índice de previsão de redes móveis, é que o mundo terá 12 bilhões de aparelhos móveis conectados, além de dispositivos no modelo IoT, em 2022. 

Para os interessados em ingressar na área, Ricardo Dias, CEO na CUBi Energia, comenta que Node React e Typescript são algumas das linguagens importantes. E no seu caso, ele descobriu “a duras penas” que desenvolver hardware, por exemplo, não é para amadores. 

“O que aconteceu foi a que a CUbi nasceu num mestrado nos EUA e quando a gente voltou para o Brasil, lá em 2017, vimos que o mercado brasileiro não evoluía nessa questão de melhores práticas de gestão energética”, explica o CEO. Segundo ele, as decisões na época não eram baseadas em dados, a indústria brasileira não tinha essas informações e um dos motivos era o custo desses medidores. Foi a partir daí que surgiu a ideia de criar seu próprio medidor, que foi financiando por um de seus clientes. 

Mercado de educação na área de tecnologia 

Mathias Garcia Brem, Co-founder & CDO na Rox Partner, toca em um ponto importante: a carência de profissionais para áreas de tecnologia que demandam mão de obra. Isso se torna uma barreira, já que a tecnologia é um pilar de mudança, principalmente dentro do contexto atual de transformação digital. 

E falar sobre profissionais da área também implica em olhar para a educação dos mesmos. Para Alexandre Casemonstro, CEO na Casemonstro Robótica Educacional, “vivemos em uma sociedade, falando especificamente do Brasil, onde não existe um apoio no processo educacional na área de tecnologia”. 

O que ocorre, segundo Casemonstro, é uma falta de bagagem na educação com tecnologia. “Alguns anos atrás tive uma experiência que me deixou triste com aquela realidade. Estávamos em uma faculdade, íamos fazer uma palestra sobre robótica, dentro do ambiente universitário. Não havia um dentre os 600 universitários com conhecimentos básicos no assunto, como Arduino”.  

Para Alexandre, devemos sair da zona de conforto, parar de achar que só o que a escola e a universidade entregam vai completar nosso currículo. E como Mathias bem disse, “temos que ter fome de informação”. 

Os reais desafios ao se trabalhar com Internet das Coisas 

Outro ponto que Pedro Bertoleti, Analista de Software Sênior no Instituto de Pesquisa Eldorado, aponta, é que “Internet das Coisas não é um bloco. Não vamos estudar IoT em um livro sobre tudo do assunto”, ou melhor, não há como se tornar um “especialista em Internet das Coisas”.

Ela engloba uma série de tecnologias, indo de sistemas embarcados a gigantescas plataformas. Compreender isso é um dos desafios em trabalhar com IoT. Bertoleti ressalva que ter foco também é descobrir a área que você mais gosta dentro desse leque todo. Ele, no caso, prefere algo mais baixo nível como sistemas embarcados e conectividade. 

Assista ao vídeo completo para mais detalhes sobre o universo da Internet das Coisas! 

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