Inteligências Inter e Intrapessoal: as mais raras e provavelmente as mais importantes para quem deseja empreender e conduzir a própria vida

Inteligências Inter e Intrapessoal: as mais raras e provavelmente as mais importantes para quem deseja empreender e conduzir a própria vida
Imagem do mito de Quíron, o curador ferido

Quando era criança, inteligente era aquele que gostava de Matemática. Muitos anos se passaram e a sociedade começou a compreender que a inteligência lógico-matemática era apenas mais um tipo de inteligência que existe. Muitas outras inteligências podem abrilhantar a vida de uma pessoa como a verbal, a musical, a motora e a espacial. 

Alguém capaz de se sair bem nos esportes e na dança era considerado habilidoso. Hoje nós aceitamos que saber lidar bem com o corpo é uma modalidade de inteligência: a motora. Atores também precisam da inteligência motora para compor personagens com o seu andar e gestual específicos.

Bons palestrantes e aqueles que funcionam bem fazendo lives, além de apresentarem boa inteligência verbal obviamente, não deixam de possuir também a motora, pois sabem gesticular e sorrir da forma certa, nos momentos adequados.

Não podemos nos esquecer de que cerca de 70% da comunicação é não-verbal.  Cirurgiões, escultores, pintores, artesãos e qualquer outra profissão que exija boa capacidade para lidar com as mãos  também entram nesta categoria.

Sobre a lógica-matemática vale ressaltar que ter sido bom aluno de Matemática ou ter se tornado um engenheiro não são as únicas manifestações desta categoria de inteligência. Muitas outras profissões exigem o raciocínio lógico sem pertencerem à área de Exatas. Um jurista, por exemplo, depende imensamente do raciocínio lógico.

O mesmo pode se dizer de um filósofo, de um acadêmico ou até mesmo de um dramaturgo. Dramaturgo. Como assim? Para equilibrar bem as falas dos personagens de uma peça e criar um bom ritmo, o dramaturgo precisa possuir muito mais do que inteligência verbal. 

Podemos incluir a consciência ambiental como uma modalidade de inteligência. Importar-se com a preservação do planeta não é mera ideologia para fazer bonito nas redes sociais. Virou questão de sobrevivência. Para a raça humana. 

Os tipos mais comuns de inteligência são a verbal e a lógica-matemática. As mais raras são a interpessoal e a intrapessoal. Cerca de 4% apresenta a inter e apenas 2% a intra. As inteligências inter e intrapessoal somadas geram a famosa inteligência emocional. Entendem o porquê de ser tão difícil se relacionar com as pessoas? 

A inteligência interpessoal consiste na capacidade de liderar, de motivar as pessoas para uma causa, para um objetivo, para um projeto. Bons professores, diretores de cinema e teatro, bons diretores de empresas têm inteligência interpessoal, pois sabem se relacionar, sabem quais teclas ativar nos outros de modo a fazê-los  a dar o seu melhor. Bons vendedores e os famosos influencers se encaixam perfeitamente nesta modalidade, pois conhecem os mecanismos da mente humana.

Já a intrapessoal consiste na capacidade de a pessoa se conhecer, mergulhar em seus dilemas e pontos obscuros. É a capacidade que a pessoa tem para saber o que é melhor para ela, quais relações deve manter, qual ou quais categorias de trabalho se adéquam melhor à sua personalidade, como viver em equilíbrio com ela mesma, evitando tudo aquilo que a machuca e jogando luz sobre tudo aquilo que a alegra e fornece sentido à sua vida. 

A maioria das pessoas não consegue influenciar a vida dos outros, muito menos a própria vida, o que me parece bem mais complicado. Quem não se conhece está muito mais sujeito à manipulação das outras pessoas, está muito propenso a entrar e a permanecer em relações tóxicas e a vivenciar carreiras e empregos detestáveis, sem nunca chegarem perto da sua verdade, daquilo que as move.

São os profissionais acomodados e reclamões, que passam a semana esperando pela sexta-feira à noite.  São as pessoas casadas que só criticam o parceiro/a. São os eternos insatisfeitos, que nunca curtem nada e sempre enxergam o copo meio vazio. 

Mas como estimular o desenvolvimento da inteligência emocional? Existem muitos meios e é cada um que deve encontrar o seu ou seus caminhos. Algumas pessoas se conectam com elas via meditação. Outras, por meio das artes. Existem aqueles que preferem fazer uma terapia.

A Filosofia e qualquer exercício intelectual podem se configurar também como um meio de chegar à alguma verdade. Outros optam pela espiritualidade e/ou  pela Astrologia.  Não é preciso escolher um único meio. Às vezes, combinar ajuda. O mais importante é investirmos em nós mesmos porque somos o nosso maior bem. E muitas vezes, o nosso maior mal.  Quanto mais nos conhecemos, mais simples se torna compreender o mecanismo psíquico das outras pessoas. 

Para aqueles que desejam empreender, liderar e conduzir a própria vida, faz-se necessário investir no desenvolvimento da inteligência emocional. Saber influenciar e saber influenciar-se são as pedras de toque daqueles que objetivam deixar a sua marca no mundo. 

Mas vale ressaltar, que saber influenciar não é sinônimo de manipular ou impor. O bom líder é aquele capaz de inspirar, de motivar e de identificar o que cada membro da equipe sabe fazer de melhor. Pessoas autoritárias, que gerenciam pelo medo, podem ser tudo menos um líder.

Vale ressaltar também que saber influenciar-se não é sinônimo de teimosia e incapacidade de rever valores e atitudes. Quem se conhece, não deve se fechar para o ensinamento dos outros. É importante escutar atenciosamente, filtrar com cuidado as informações e conservar o que interessa e agrega valor. 

Pessoas com boa inteligência emocional sabem:

1. Aprender com os próprios erros.

2. Transmitir o que sabem com generosidade.

3. Se permitem aprender com as outras pessoas.

4. Sabem que passarão a vida aprendendo.

5. Valorizam a sua trajetória de vida, com seus acertos e erros.

6. Valorizam a trajetória de vida das outras pessoas.

7. São empáticas, porém não toleram atitudes abusivas. 

8. Sabem rir delas mesmas, mas não zombam dos outros.

9. Respeitam as diferenças. 

10. Possuem comunicação assertiva.

11. São proativas.


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