Black Mirror: como o metaverso pode nos ajudar a ter uma existência mais autêntica?

Black Mirror: como o metaverso pode nos ajudar a ter uma existência mais autêntica?
Imagem do episódio Hang the D.J da série Black Mirror

O título do artigo pode soar estranho e contraditório. Porém, cada vez mais, o virtual agiliza setores variados da vida e o conceito de metaverso se apresenta como uma possibilidade de irmos além de um cotidiano ou realidade banal, centrada em diversas limitações, como tempo e custos para deslocamento. Se a simples possibilidade de trabalhar e estudar virtualmente já expandiu muitos horizontes, imaginem variadas formas de interação em um espaço virtual que permita sensações reais? 

A série Black Mirror pintou a alta tecnologia e o conceito de metaverso com cores bem sombrias, destacando os aspectos negativos da realidade virtual. Os aplicativos apresentados pela série mostram uma sociedade altamente controlada e controladora, em que grandes organizações armazenam e regulam nossas memórias, a nossa liberdade, mediam as relações com as pessoas mais queridas. 

Em San Junipero (quarto episódio da terceira temporada)  duas mulheres idosas vivem um romance em San Junipero, que nada mais é que um universo paralelo, uma realidade virtual. Neste universo paralelo, elas podem dar vazão aos seus sentimentos e serem elas mesmas.

No episódio Hang the D.J (quarto episódio da quarta temporada) um aplicativo promete formar os casais perfeitos. Porém, é preciso contrariar o aplicativo para ficar com a pessoa certa. O próprio aplicativo é programado para acolher a transgressão dos usuários. Em toda a trama, pessoas se encontram, jantam juntas, bebem vinho, se beijam e fazem sexo numa realidade virtual.

Somente no desfecho, o casal se encontra em um bar na realidade presencial. San Junipero e Hang the D.J mostram um lado mais otimista da alta tecnologia e do metaverso.  Exageros à parte, atualmente as ‘apps’ são a forma mais comum para encontrar desde sexo casual até pessoas que desejam uma relação a médio ou a longo prazo. 

Em Quinze milhões de méritos (segundo episódio da primeira temporada) as pessoas assistem a shows de talentos em seus quartos e seus avatares assistem e aplaudem no auditório. Os aspirantes a cantor aprovados pelo jurado passam a ter uma vida mais tranquila e próspera sem precisarem pedalar o dia inteiro. Alguma relação com os influencers

Em Arkangel (segundo episódio da quarta temporada) um aplicativo possibilita que as mães monitorem seus filhos e os impeçam de se deparar com cenas violentas da realidade presencial. 

Urso branco (segundo episódio da segunda temporada)  mostra o metaverso como possibilidade de garantir o sofrimento de pessoas que praticaram atos muito cruéis. 

Em Queda-livre (primeiro episódio da terceira temporada), talvez, o mais emblemático, a alta tecnologia aparece de forma muito semelhante à que já vivemos. A reputação online garante a oportunidade de ter uma vida material melhor. 

Ainda não sabemos exatamente as possibilidades que o metaverso vai nos permitir. Porém, ao que tudo indica, causará grandes transformações em diversos setores e não apenas no tecnológico.

O metaverso promete transformar os eventos de modo geral, a Educação e a Saúde. As relações interpessoais e a administração do tempo serão revolucionadas. Provavelmente, o metaverso vai otimizar não só o tempo (nosso recurso mais precioso) mas também os materiais. Novas formas de crime e de abusos surgirão seguidos por novos sistemas de segurança. 


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