Tempo de tela prejudica sono de crianças na pandemia

Tempo de tela prejudica sono de crianças na pandemia
Estudo investiga o hábito das famílias, com crianças mais expostas as telas dos smartphones/ Freepik

Mudança de hábito em famílias intensifica problema e interfere no sono infantil

Tempo de tela sempre é uma questão que preocupa os pais. Ainda mais agora, depois de dois anos de pandemia, vivendo com mais restrições e isolamento social. Outro agravante é que muitas famílias adotaram o trabalho remoto. E como fazer para lidar com essa rotina: filhos em casa, home-office, e deixá-los longe das telas de smartphones e tablets? Desafio que pesquisadores estão buscando resolver!

Tempo de tela na pandemia

Com a pandemia da Covid-19, crianças se acostumaram a estudar em casa, com aulas remotas, bate-papos com amigos, por vídeo, e jogos, para diversão. Sem dúvida, a exposição às telas dos eletrônicos aumentou e está além do recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Crianças de 2 a 5 anos, devem ser expostas até uma hora por dia, já entre 6 e 10 anos, limite máximo de duas horas.

Missão desafiadora para os pais, que também estão tendo que lidar com a mudança de vida causada com a pandemia. O problema é que, segundo os pesquisadores, a preocupação, agora, é de que forma o tempo de tela maior afeta os hábitos de saúde em crianças, principalmente, no que diz respeito à qualidade do sono. 

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Desafio de pais, com trabalho remoto, em lidar com rotina de filhos em casa, na pandemia/ Freepik 

Tempo de tela e sono em crianças

Um novo estudo, divulgado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Sociais e de Enfermagem da  UBCO (University of Britshi Columbia) investiga o impacto das telas na pandemia, em crianças. E ainda: Como os hábitos de sono podem ter mudado durante os últimos dois anos. E, de que forma, essa mudança impacta no presente e no futuro dos pequenos.

A principal suspeita é que as crianças devam ter se acostumado à maior exposição de tela de celulares e tablets. O resultado do estudo tem objetivo de ajudar pais a lidarem com essa situação.

Em 2019, os mesmos pesquisadores já tinham feito uma pesquisa semelhante, com mais de 450 pais, nos Estados Unidos. E o objetivo, agora, é analisar as mudanças, com foco nas preocupações, segundo a professora da Escola de Enfermagem da UBCO, Dra. Elizabeth Keys.

As pessoas estão menos preocupadas com o tempo de tela? É visto como mais normativo? O sono mudou nas crianças e suas mães, que tiveram que lidar com tantos estresses nos últimos dois anos? Qual foi o impacto em nossas relações familiares?

Qual é a ligação entre o tempo de tela de uma criança e o sono?

Alguns estudos já associaram o aumento do tempo de tela a menos sono. Um dos motivos é que o uso de smartphones e tablets pode atrasar a hora de dormir. Outra questão é que o uso excessivo dos aparelhos pode substituir a atividade física, pelas manhãs. E ser mais ativo durante o dia ajuda na qualidade do sono à noite.

E a preocupação deve ser redobrada na primeira infância, fase considerada crítica para o desenvolvimento físico, social e emocional das crianças. Um sono com qualidade resulta em relacionamentos saudáveis nas famílias.

Dificuldade do sono em crianças 

Lidar com o sono nos primeiros anos de vida não é tarefa fácil para as famílias. Crianças que dormem menos também afetam a qualidade do sono dos pais, aliado às preocupações causadas pela pandemia.

O fato é que uma boa noite de sono é fundamental para o bem-estar e saúde mental. E uma das preocupações ainda é a exposição ao tempo de tela.


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