Primeiros Zumbis: Eles literalmente existem

Primeiros Zumbis: Eles literalmente existem
Créditos: Vídeo da pesquisa realizada pela Rice University

“Durante estes últimos dias tenho refletido muito sobre o meu comportamento passado, mas não o acho condenável.”

— Frankenstein

Uma garota de apenas 18 anos escreveu a primeira grande obra de ficção, ainda em 1818 sendo revisada e republicada em 1931. Frankenstein já preconizava os efeitos da construção artificial de uma criatura feita por partes mortas de um individuo, contudo, aposto qque a própria Mary Shelley não pensava que seu personagem iria se tornar realidade.

Reanimação ou Zumbi?

Cientistas reanimaram, pela primeira vez, uma aranha que já estava morta, através de um sistema robótico. No conto gótico a “criação” do monstro se utiliza de eletricidade, bem, parece que a autora estava correta nesse ponto.

No caso em tela, engenheiros da Rice University, no Texas EUA, notaram que as pernas das aranhas-lobo não têm músculos para extensão, sendo movidas basicamente por um sistema de pressão hidráulica.

Resumindo, seu corpo é constituído pela câmara de prossoma (também chamada de cefalotórax), que conecta a cabeça ao tórax; nela, o movimento de um fluido fica responsável por abrir e fechar suas patas.

Quando os cientistas notaram isso, tentaram refazer esse sistema só que de forma artificial, criando uma área batizada de “necrobótica” (robótica dos mortos). A promessa principal é de ser uma via mais barata, eficaz e biodegradável em relação a algumas soluções robóticas disponíveis hoje. Ou seja, é muito mais barato “reanimar” uma criatura morta, do que ter que fazer um robô do ).

Por que se importar em desenhar seus próprios robôs quando você pode reutilizar uma criatura da natureza? - James Vincent

O autor do texto que fala sobre esse novo viés da robótica faz esse questionamento acima. A resposta veio do engenheiro Daniel Preston: “Isso acontece pois a aranha, depois de morta, contém uma arquitetura perfeita, em escala pequena, com garras naturais”. Ainda, o cientista afirmou em um texto que essas criaturas eram “perfeitas para essa finalidade” já que, poderiam levantar mais de 130% do seu peso corporal.

 

Mas como a tecnologia funciona? Por magia?

Primeiramente, a retomada dos movimentos da aranha se tornou possível quando os cientistas puseram a agulha com ajuda de uma seringa na câmara de prossoma, a qual foi vedada com uma bola de supercola. Após uma certa pressão, as patas começaram a se abrir e fechar — de maneira similar à garra de uma máquina de pegar ursinhos. Os resultados foram publicados na revista científica “Advanced Science”.

 

Como eles chegaram a isso?

Bem, a inspiração do grupo de engenheiros tem a ver com o princípio de copiar ou emular características da natureza em desenvolvimento de robôs, objetos e outros dispositivos informáticos.

“O conceito de necrobótica proposto neste trabalho tira proveito de designs únicos criados pela natureza que podem ser complicados ou até impossíveis de replicar artificialmente”, relata a pesquisa.

 

Zumbis?

Na ficção científica vemos que os zumbis possuem movimentos desajustados, e correm loucamente atrás de sangue (ou cérebros). No caso em tela, a aranha não é aficionada nisso, mas sim, em levantamento de peso. Ela é capaz de levantar objetos até 130% acima do seu peso, além de executar até 1.000 ciclos dos movimentos de abrir e fechar as patas. (lutadores oficiais zumbis, será a primeira profissão no futuro? rsrs)

Os pesquisadores ainda garantem que esses aracnídeos têm a capacidade de agarrar objetos delicados e de formato irregular com firmeza e suavidade, mas claro, sem quebrá-los. Eles ainda confirmam isso através dos testes, em que foram usados itens como uma bola, fios e blocos de espuma.

Aqueles que ainda não estão 100% certos de adquirirem um robô zumbi podem se perguntar: mas para que eu iria querer isso?

 

Comprando seu primeiro zumbi

Para quem está na dúvida de como poderia usar esse novo equipamento necrótico:

“Há muitas tarefas de agarrar e soltar que podemos analisar, tarefas repetitivas, como classificar ou mover objetos em pequenas escalas, e, talvez, até coisas como montagem de microeletrônicos”, disse o engenheiro Peterson.

Ainda há a possibilidade de usar as aranhas mortas para coleta de amostras de animais na natureza.

Para os pesquisadores, as aranhas seriam uma alternativa biodegradável em várias tarefas, porque reduziria o uso de peças e matéria-prima. O “único probleminha” é que esses zumbis tem um prazo de validade bem curto, após 2 dias elas começam a entrar em decomposição (será que um formol ajudaria aí?).

E aí? Já quer ter sua pequena aranha Frankenstein em casa?

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