Inteligência Artificial surpreende simulando Juíza

Inteligência Artificial surpreende simulando Juíza
Imagem de miami car accident lawyers por Pixabay

A inteligência Artificial já consegue simular a linguagem humana. Por que não simular o que alguém importante diria mesmo se não estivesse viva? Foi exatamente esse questionamento que uma empresa israelense se propôs solucionar.

O fato

Nos EUA em 11 de junho, um projeto de lei que deixaria o aborto legal foi barrado no Senado. Por voto da maioria o projeto não será discutido. Isso teve uma grande repercussão por ser um assunto bastante delicado.

No dia 14 de junho, uma matéria foi publicada no The Washington Post mostrando uma façanha da empresa AI21 Labs que simulava o que a juíza Ruth Bader Ginsburg poderia dizer sobre o caso.

Em uma tradução livre:

"Acho que eles estão errados na lei, mas nos fatos, não."

Como seria essa IA

AI21 Labs é a desenvolvedora dessa IA. A empresa tem o objetivo de aproximar mais a IA da inteligência humana. Nesse caso eles colheram dados de 27 anos de entrevistas, discursos e documentos legais relacionados à Juíza.

Foi usado um modelo chamado Ask Ruth Bader Ginsburg; um bot de PLN, ou Processamento de Linguagem Natural. Essa forma de IA simula como o ser humano se comunica. Não é a primeira e com certeza não será a última.

Programas assim não só simulam pessoas reais como podem ter uma personalidade própria baseada em dados passados para a máquina.

Assim como a LaMDA, IA desenvolvida pelo Google que gerou curiosidade nessa semana após dizer ter consciência da sua própria existência e sentir emoções.

A juíza Ruth Bader

Escreva a legenda e créditos da imagem

Imagem de Steve Petteway por Collection of the Supreme Court of the United States

Foi Juíza Associada da Suprema Corte dos Estados Unidos desde 1993 até sua morte em setembro de 2020. Era conhecida por defender as pautas referente ao aborto e igualdade de gênero.

Por esse motivo ela foi escolhida como modelo para ser usada nesse momento crítico relacionado mais uma vez com a pauta do aborto.

Sua perícia no assunto e personalidade relacionado com esses temas fizeram com que ela fosse uma boa escolha para esse papel.

Em mais uma vez o bot que simula a juíza disse, em tradução livre:

“Seja bom ou ruim, está resolvido e, portanto, não é da minha conta pensar nisso.”

Se até mesmo uma Inteligência Artificial consegue dar opiniões, qual será o futuro da IA? A certeza que temos é que ela continuará nos surpreendendo.

Aqui na Prensa tem muitos artigos abordando o tema de Inteligência Artificial, aproveite e veja mais sobre o assunto.

Até uma próxima.


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