Amazon: dos céus (ou do inferno?)

Amazon: dos céus (ou do inferno?)
Pacotinhos celestiais | Imagem: Freepik

A Amazon é uma empresa admirada por muita gente. Nos quesitos variedade e pontualidade, opera em um nível de excelência raro no mercado.

O grupo a qual pertence engloba um pouco de tudo: de serviços de cloud computing a naves espaciais. Recentemente, foi responsável por colocar o segundo brasileiro no cosmo, o mineiro Victor Corrêa Hespanha.

Tais performances a fazem uma empresa cobiçada. Não é de estranhar que um dos mais populares golpes financeiros da atualidade via WhatsApp, envolva o nome da empresa e cifras tão estratosféricas quanto a altitude atingida pelo nosso conterrâneo no voo da Blue Origin.

Chuva de compras

Recentemente, a Amazon virou notícia outra vez: em Lockeford, cidade californiana, a empresa iniciará a entrega de encomendas, direto de seus centros de distribuição diretamente para as mãos (ou cabeças) de seus clientes.

Drones irão operar comercialmente, levando pacotinhos pra lá e pra cá, desovando-os para o feliz consumidor. Uma inovação surpreendente, concluindo (finalmente) um projeto anunciado e gestado desde 2013 por Jeff Bezos.

Num primeiro momento, apenas clientes do plano Prime poderão receber as encomendas em até 30 minutos através das maquininhas voadoras (e razoavelmente barulhentas).

A intenção da companhia é em pouco tempo ampliar seus entregadores aéreos para o restante dos Estados Unidos, e em seguida para outras localidades onde está instalada. Obviamente, o Brasil se encontra em seus planos.

Será um indubitável incremento no sistema de transporte de entregas, devendo impactar o mercado… e possivelmente muita gente de má fé, como golpistas de WhatsApp, que vão descobrir algum jeito de tirar proveito disso. Por exemplo, extorquir alguém ambicioso para trabalhar como coordenador de voo de drones por meio período, ganhando uma cifra pornográfica de seis dígitos.

Segurança

O atraso do lançamento do serviço de drones passou por diversos e necessários estudos da Administração Federal de Aviação, a fim de certificar que as máquinas voadoras não se espatifariam por aí à toa, espatifando também mercadorias e clientes. Além disso, o atraso passou por outro problema, cada vez mais perturbador dentro da corporação: a fuga de talentos.

Quase ao mesmo tempo da notícia dos drones, chegou ao mercado a informação de que a Amazon estaria com problemas sérios para recrutar colaboradores nos Estados Unidos. Ao menos, colaboradores humanos. Não havia muito tempo, boa parte da equipe responsável pelo projeto dos drones deixou a empresa. Alguns, por livre e espontânea vontade, outros demitidos.

Algo errado, de A a Z

Mesmo com toda a pecha de modernidade, é notório que a Amazon não está entre as dez melhores empresas no quesito salários. Isso se soma à tremenda pressão diária por resultados, e cada vez em menor tempo. 

Muitos funcionários deixam a empresa até por cargos menos interessantes, porém com menor estresse. A expressão “não ganho para isso” vêm sendo proferida com bastante frequência em seus centros de distribuição e escritórios.

Centros são um problema menor, já que boa parte de suas operações é ao menos parcialmente automatizada. O problema é conseguir substituir o pessoal de escritório e desenvolvimento.

Crises ou soluções?

O próprio sistema de entrega por drones vem resolver em parte o problema dos humanos… mas é certo, diversos entregadores perderão seus empregos. Entretanto, haverá a contratação de operadores de drone, profissionais melhor remunerados.

Talvez Jeff Bezos, confortado com o problema de contratação humana, peça uma ajudinha ao colega (e rival) Elon Musk. O dono da Tesla promete para o final do terceiro trimestre a entrega de suas primeiras unidades Optimus, androides trabalhadores de alta performance.

Não sei, mas creio ser mais negócio contratar profissionais de RH eficientes e elaborar um plano de cargos e salários melhor. Talvez saia mais barato e bom para todo mundo.

Eu volto.


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