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Toró do Palpite: Oscar 2021



A nossa série de entretenimento Toró do Palpite fez a sua estreia na Prensa e foi um bate-papo descontraído sobre a premiação do Oscar 2021 e o universo do cinema, contando com a participação de Ariane Delago, Jornalista | Redatora de Conteúdo, Luana Brigo, UX Writer | Redatora de Conteúdo, Renata Duffles, Jornalista | Redatora de Conteúdo e Silas Bailão, Content Lead. Todos integrantes da Equipe de Conteúdo Prensa.

 

A indústria cinematográfica precisou se adaptar de várias formas em função da pandemia de COVID-19. Tivemos estreias de filmes adiadas, filmagens atrasadas ou mesmo canceladas e lançamentos direto em plataformas de streaming, já que o característico telão acompanhado de uma boa pipoca não eram uma opção. 

A premiação mais aguardada da sétima arte não passou ilesa pela pandemia. Um local diferente, um número reduzido de convidados, um clima que não lembrava as cerimônias anteriores e até mesmo uma mudança na ordem de entrega das estatuetas, que pegou todos nós de surpresa. É sobre estas questões e claro, os premiados da noite e o universo do cinema, que conversamos em nossa estreia do Toró de Palpite, série de cultura e entretenimento da Prensa. 

Um aspecto muito comentado pelo time foi a cerimônia em si. Todos temos consciência de que ainda estamos vivendo uma época de pandemia, e que a indústria do cinema dançou conforme a música. Porém, a condução do evento não apresentou o mesmo brilho dos anos anteriores, transmitindo tudo em um ritmo frenético. E nem mesmo a descontração de Glenn Close melhorou o humor daquela noite.  

“Nomadland”, da diretora Chloé Zhao, e “Meu Pai”, de Florian Zeller, conseguiram vencer nas categorias mais disputadas do Oscar. O primeiro levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Frances McDormand) e Melhor Direção. Enquanto o segundo ganhou na categoria de Melhor Roteiro Adaptado e rendeu a Anthony Hopkins o Oscar de Melhor Ator, tornando-o o ator mais velho (83 anos) a levar o prêmio. 

A vitória de Chloé Zhao também representou um marco na história do Oscar. A diretora, que logo lançará a aventura “Os Eternos”, da Marvel, foi a primeira mulher de origem asiática a ganhar na categoria de Melhor Direção, e somente a segunda mulher a ganhar o prêmio. A primeira foi Kathryn Bigelow, de “Guerra ao Terror” em 2010. 

Outro feito feminino foi o de Young Yuh-jung, de 73 anos. Ela levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “Minari”. Yuh-jung é a primeira atriz coreana a ganhar um Oscar, sendo que nenhuma atriz asiática levava para casa uma estatueta desde 1958. 

A premiação de “Meu Pai” também resultou em algumas surpresas. Não pelo fato de um veterano como Hopkins ter vencido. Ele estava completamente entregue ao seu papel, um senhor de 81 anos, com Alzheimer. No entanto, a categoria de Melhor Ator foi a responsável por encerrar a noite. Algo incomum, já que o prêmio de Melhor Filme ocupava essa posição até o ano passado. 

Para muitos que acompanhavam a cerimônia, tudo encaminhava para uma premiação póstuma a Chadwick Boseman, ator que faleceu em decorrência de um câncer, por sua atuação em A Voz Suprema do Blues. Tal foi nossa surpresa quando Joaquin Phoenix, ganhador do ano passado por “Coringa”, anunciou a vitória de Anthony Hopkins.  

Durante a noite, alguns dos premiados que não estavam presentes agradeceram em vídeo, o que não ocorreu com Hopkins, que se encontrava em sua residência no interior do País de Gales, dormindo. O silêncio que se seguiu ao anúncio levou a um inesperado “final anticlimático” do Oscar 2021. 

A todos nós que acompanhamos assiduamente cada cerimônia, como um verdadeiro ritual, resta aguardar mais um ano, torcer para que filmes tão marcantes quanto os desse ano sejam indicados e ver que surpresas a próxima cerimônia nos reserva. 

 

Para mais detalhes sobre o que nossa equipe de conteúdo debateu sobre o Oscar 2021 e seus indicados, assista ao Toró de Palpite completo! 

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