Ter a sua própria plataforma de crowdfunding pode fazer a diferença?

Ter a sua própria plataforma de crowdfunding pode fazer a diferença?

Ser solidário significa ser sensível a necessidade dos outros, ser bondoso com o próximo, ajudar e ser genuíno em sua ação.  

Com o grande alcance que a internet promove, se tornou comum encontrarmos pessoas que realizam práticas solidárias por meio da tecnologia. E para que esse processo se tornasse ainda mais simples, surgiu então a prática de crowdfunding. 

Crowdfunding, em tradução literal significa financiamento pela multidão. Essa prática consiste em realizar arrecadação pela internet com o propósito social, artístico, saúde, desenvolvimento de projetos pessoais e entre outros.  

Em uma plataforma de financiamento coletivo, o criador de uma ideia deve publicá-la no sistema com todas as informações possíveis sobre o projeto, o que pretende almejar com esse financiamento e qual o valor que precisará.  

Após a publicação, pessoas que navegam pela plataforma encontrarão o projeto e, caso se identifiquem com a causa, poderão ajudar com uma quantia em dinheiro que dispor no momento.  

Essas plataformas de financiamento se tornaram comuns ao redor do mundo. No Brasil, podemos citar o site catarse, que hospedou o projeto “Nerdcast RPG: Coleção Cthulhu” do Jovem Nerd. Temos também outro exemplo de plataforma chamada “Vakinha” que possui o mesmo propósito. 

Entretanto, essas plataformas possuem taxas administrativas, que normalmente giram em torno de 7% a 10%, além de alguns sites cobrarem valores em caso de não cumprimento da meta estipulada, e porcentagens diferenciadas. Este ponto observado pode comprometer diversos projetos, como foi o caso da instituição Leukemia & Lymphoma Society (LLS)

A Leukemia & Lymphoma Society (LLS) é a maior organização de saúde voluntária do mundo dedicada a financiar pesquisas, educação e serviços para pacientes sobre câncer de sangue. A missão do LLS é curar leucemia, linfoma, doença de Hodgkin e mieloma, e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Desde sua fundação em 1949, o LLS investiu mais de US $ 600 milhões em pesquisas voltadas especificamente para o câncer de sangue. 

Com programas como Team in Training, Light the Night Walk e Leukemia Cup Regatta, a LLS tem sido pioneira na arrecadação de fundos voltada para eventos, alavancando a paixão de arrecadadores de fundos individuais. Seu principal programa, Team in Training (TNT), cresceu e se tornou o maior programa de treinamento de esportes de resistência do mundo, arrecadando mais de US $ 850 milhões desde sua fundação em 1988. 

Entretanto, para que as arrecadações descem certo, a TNT fechou uma parceria com um site terceirizado que forneceu um aplicativo de arrecadação de fundos hospedado de prateleira. Por uma taxa de 7% de cada transação.  

Esse arranjo permitiu ao LLS acessar o canal online de forma relativamente rápida, permitindo que a organização se concentrasse em outras coisas além da infraestrutura de TI. Com o tempo, porém, a solução começou a se tornar o maior problema. 

O número de angariadores que começaram a utilizar o programa TNT foi tão grande, que o aplicativo terceirizado começou a ter dificuldade para escalar em conjunto. Dessa forma, o site passou a ter interrupções frequentes e problemas de desempenho, resultando em usuários confusos que veriam suas transações falharem. 

Com o tempo, ficou claro que o LLS precisava fazer algumas mudanças para reduzir os custos de arrecadação de fundos e melhorar a experiência do usuário. O ponto crucial desse plano seria recuperar o controle da infraestrutura de ponta a ponta, desenvolvendo um conjunto de aplicativos de usuário ricos e integrando-os aos sistemas back-end existentes. 

 

A solução proposta pela Mulesoft para a LLS 

Usando o Adobe Flex para criar uma interface de usuário rica, o LLS construiu uma série de aplicativos front-end, permitindo que participantes individuais se registrassem e gerenciem sua própria arrecadação de fundos, e fornecendo aos capítulos da TNT ferramentas para administração. 

A equipe reuniu o Mule ESB Enterprise e o ActiveMQ no núcleo, criando um backbone para integrar os aplicativos front-end com um conjunto básico de serviços reutilizáveis chamado Mission360, bem como um sistema de gerenciamento de campanha baseado em VB legado chamado Society Central. 

Os conectores prontos para uso do Mule permitem que os aplicativos acessem o sistema de arquivos e serviços SMTP para enviar e-mail. 

Para garantir a confiabilidade, o LLS aproveitou as estratégias de exceção de conector e componente integrado do Mule. No caso de falha de um componente, a estratégia de exceção do componente é configurada para repetir a mensagem até que tenha sucesso. As mensagens também são mantidas no ActiveMQ por meio do endpoint JMS do Mule para garantir que nenhuma mensagem seja perdida, mesmo se o ESB desligar por qualquer motivo. 

Essa nova arquitetura e organização resultou em um conjunto de sistemas e processos robustos, projetados para escalar com o aumento de doações nos próximos anos. O sistema foi projetado e testado para lidar com cargas de pico de mais de 24.000 mensagens por hora. Nos primeiros 4 meses de produção, o sistema processou mais de 500.000 mensagens sem perda de mensagem. 

Esse projeto criado pela Mulesoft para apoiar a LLS, conseguiu resolver seus problemas relacionados a arquiteturas, permitindo que a organização pudesse dar continuidade aos serviços.  

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