Afinal, vai ter política no Metaverso?

Afinal, vai ter política no Metaverso?

Antes de mais nada, vamos à resposta: sim!

Com toda a certeza, vai ter (e já tem) política no Metaverso! Afinal, onde tem gente reunida, existe a organização do que a gente chama de grupos sociais. E grupos sociais, é claro, dependem de caminhos conjuntos para atingir os objetivos.

E quem é que define os caminhos? Quem tem controle estratégico, ou seja liderança e poder! Portanto, no Metaverso, ou onde quer que as pessoas estejam, há sempre política, que é a organização e a institucionalização dos processos de liderança e das disputas pelo poder.

Então, já que sabemos que vai ter política no Metaverso, vamos parar e organizar isso um pouco. Como é que a política como a gente conhece vai interagir com esse “mundo” em formação?

Primeiramente, precisamos pensar que o Metaverso não é ainda um conceito pronto. Assim como ele está em desenvolvimento, as formas de disputas por representação e poder nele também estão.

O que já sabemos, no entanto, é que ele traz uma revolução na forma de organização social, do desenvolvimento de negócios e da vida financeira, inclusive com o protagonismo das criptomoedas. Por isso, também é importante pensar em uma revolução na forma de organizar, representar (se é que isso vai ser necessário) e decidir sobre as estratégias da vida em conjunto e, consequentemente, da política.

Organização, poder e linguagem no Metaverso

Além do poder em si, há algumas questões também essenciais, que são as linguagens e os símbolos do poder. Quando você pensa no desenvolvimento de um game ou mesmo de uma conversa que ocorra no ambiente virtual, ela está cheia de trocas de significados que podem ou não desenvolver o que a gente chama de poder.

Se houver somente a interação por um curto período, ou de uma relação entre poucas pessoas, não há grandes disputas. Pense, por exemplo, em uma relação amorosa, em que só duas (ou três) pessoas participam. Ou, então, em uma rodada de Among Us que acaba logo.

Não há disputas políticas formais. Porém, quanto mais gente e mais tempo houver no desenvolvimento do relacionamento, mais necessário será a institucionalização e a construção dos discursos do poder.

É claro que, neste momento, em que a gente conhece a internet principalmente a partir da camada das redes sociais, o que entendemos como poder é muito confundido com o que se chama de influência. Porém, nem sempre essa influência tem a ver com o que acontece no nosso dia dia, com as decisões individuais ou coletivas. Então, precisamos entender, nos ambientes virtuais e fora deles, que influência é aquilo que faz as pessoas agirem, e poder é a capacidade de fazer as pessoas agirem de forma organizada

Quando você pensa no Metaverso, no desenvolvimento de outras realidades, nas possibilidades de que as pessoas possam conversar entre si para desenvolver alguma atividade, elas terão que disputar poder para que os objetivos sejam alcançados do jeito que elas acham melhor.

Quando Neal Stephenson falou pela primeira vez sobre Metaverso, lá em 1992, ele já previa isso. E, no final das contas, um universo, mesmo que seja Meta, só pode ter gente interagindo com objetivos de longo prazo se houver construção política.

Então, o que fazer?

Um aspecto fundamental neste momento é entender onde estamos. Ou seja, saber que a construção ainda está ocorrendo. Por isso, é hora de testar, errar e achar os caminhos para a realização da política do Metaverso. 

Entender o que já existe, o que andam fazendo por aí, a disputa política real pelos mundos virtuais, o desenvolvimento das empresas (inclusive da Meta do Mark Zuckerberg) e as respostas dos principais ameaçados: os países e as suas organizações políticas.

Olhar para isso e se preparar para um novo tipo de liderança são os primeiros passos. Os seguintes, a gente tenta dar juntos. Vamos conversar muito mais sobre o tema. Afinal, isso é extremamente necessário.


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