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Descubra a importância da criação de SDKs

Descubra a importância da criação de SDKs

 

 

Se você trabalha na área de tecnologia provavelmente já ouviu falar do termo SDK, especialmente na hora de discutir sobre produtos e serviços com a equipe de desenvolvimento de software. No entanto, você sabe exatamente o que é e quão importante é um SDK?

A maioria dos aplicativos móveis faz uso de APIs (interfaces de programação de aplicativos) para aprimorar os recursos do aplicativo, adicionar recursos exclusivos ao aplicativo e melhorar a padronização do aplicativo. Sem eles, os desenvolvedores achariam um desafio implantar aplicativos de alto desempenho com recursos limitados. Mas outra tecnologia utilizada para esse mesmo fim é o SDK.

Afinal o que é um SDK?

Trata-se de uma abreviação para Software Developer Kit, ou seja, um Kit de Desenvolvimento de Software. Ele deve incluir todas as informações e ferramentas necessárias para a criação de uma aplicação específica. O ideal é que SDKs contenham documentação relevante, bibliotecas, exemplos de códigos, explicação dos processos, guias para desenvolvedores usarem e integrarem em seus próprios aplicativos. Todos esses recursos visam uma redução da complexidades do desenvolvimento de programas e aplicativos.

Logo um bom SDK:

  • É fácil de usar por outros desenvolvedores;
  • Apresenta documentação completa;
  • Possui funcionalidades que agreguem valor;
  • Não afeta negativamente o consumo de CPU, bateria ou dados de um dispositivo móvel.

E a relação de SDKs com APIs?

Existe uma relação muito importante entre SDKs e APIs. Eles garantem que a API fornecida seja implementada corretamente, reduzindo o esforço do desenvolvedor quanto à implementação de APIs. Há vezes em que o SDK oferece até recursos aprimorados em cima de APIs, o que representa uma melhora na User Experience. Além disso SDKs auxiliam em uma atualização mais fácil e no manuseio de deprecações para determinadas APIs de nível inferior.

Os métodos, sistemas e integrações da API não estão somente presentes no SDK, como também estão explicados e demonstrados — dessa maneira, o SDK consegue oferecer não só um conjunto de ferramentas para criação, mas também um canal de comunicação direto, customizável e gerido pelo provedor da API.

Geradores de SDKs

Mesmo que não seja obrigatória a associação entre APIs e SDKs, estes podem ser muito úteis por conta de suas bibliotecas, estruturas, documentação e diretrizes, oferecendo melhor suporte às APIs. Pensando na questão da experiência do usuário final, os SDKs são grandes pontos de contato com as pessoas, o que significa que desenvolver um SDK adequado pode gerar um impacto positivo quanto ao sucesso de uma API.

A questão envolvendo SDKs criados manualmente é o tempo e esforço necessário por parte do time de desenvolvimento. Uma solução para isso é gerar automaticamente SDKs tendo como base a de uma especificação de API.

Como gerar automaticamente um SDK

Geradores de código viabilizam a geração automática de SDKs. A ideia é utilizar uma Especificação de API como fonte para derivar SDKs funcionais mais rapidamente.

Um exemplo é o APIMatic CodeGen Engine, que aceita especificações de APIs em diferentes formatos como Swagger / OpenAPI, RAML e API Blueprint, oferecendo assim SDKs funcionais e completos, contendo:

  • Bibliotecas cliente;
  • Amostras de código dinâmico;
  • Documentação;
  • Guias de primeiros passos.

Mas será que a geração automática de SDK é para todos?

Os SDKs ajudam no aumento da adoção de APIs, possibilitando que desenvolvedores, de diferentes plataformas ou linguagens consigam iniciar o uso da API rapidamente. Poder contar com um gerador de SDK facilita a integração especialmente quando o time é reduzido e não existe a oportunidade de produzir o seu próprio SDK.

Apesar dos custos reduzidos e de ferramentas de geração de código serem um boa solução se você precisa de SDKs para suas APIs, é necessário analisar o cenário, para concluir se é mais sensato escrever SDKs manualmente ou mesmo uma combinação de ambos. Por exemplo, quando você planeja inserir uma alguma lógica específica de negócio em seus SDKs a fim de facilitar o design da API ou para para explorar o processamento do lado do cliente e otimizar a escalabilidade da API.

De certa forma, é possível contornar isso a partir de uma abstração HTTP e ganchos de solicitação antes e depois no SDK, possibilitando que os wrappers sejam gravados sobre o código gerado. O mais adequado, no fim das contas é que o provedor da API decidase determinadas medidas são suficientes para seu caso de uso específico.

O mercado de Mobile SDK

Por meio de SDKs desenvolvedores conseguem integrar serviços externos em seus aplicativos com maior facilidade, o que representa uma economia significativa de tempo e dinheiro em um projeto. Logo, ao usar SDKs devs tem em mãos atalhos de programação, já que não precisam se preocupar com funcionalidades que estão prontas e foram criadas por terceiros.

Atualmente o mercado de SDKs apresenta variadas oportunidades, sendo fácil encontrar um bom devkit para as funções necessárias de determinado aplicativo. Alguns exemplos existentes são de Crash Reporting (relatório de bugs), de Engagement (retenção e engajamento de usuários) e de Advertising (auxílio financeiro com exibição de anúncios). 

Dentre os existentes o SDK do Facebook é um dos mais utilizados. Ele fornece a maneira fácil de acompanhar o desempenho dos anúncios de aplicativos, implementar o compartilhamento na rede, permitir que as pessoas acessem um aplicativo com o Facebook, criar bots e integrar outras funcionalidades. Entre outras ferramentas, esse SDK provê dados anônimas do público sobre as pessoas que interagem com o aplicativo. O Facebook também contém cinco SDKs de componentes que podem ser conectados individualmente.

Outra SDK amplamente utilizada, no caso de dispositivos móveis Android é o SDK de Google Analytics. Ele fornece dados sobre uso de aplicativos, o envolvimento do usuário e a atribuição entre redes. É integrado nativamente ao Firebase, a plataforma de desenvolvedores de aplicativos do Google e fornece relatórios ilimitados para até 500 eventos distintos.

Benefícios do SDK no desenvolvimento e uso de aplicações

Se você está pensando em integrar um SDK ao um aplicativo, vale mencionar alguns impactos positivos no seu negócio

  • Integração simplificada com menos custos

Através de funcionalidade já definidas do SDK, o processo de integração se torna mais simples. Além disso, os SDKs proporcionam todo o suporte e instruções necessárias para que sua equipe de desenvolvimento possa integrá-los sem grandes complicações. 

  • Maior confiabilidade e segurança

Os SDKs permitem que o desenvolvedor deixe as features de segurança nas mãos de empresas com experiência e conhecimento consolidado no assunto. Ainda sim, é preciso pesquisar muito bem a respeito da reputação da empresa desenvolvedora e questionar sobre a estabilidade e os níveis de segurança do SDK desejado.

  • Produtos lançados em menos tempo

A integração com SDKs permite que as empresas façam uso de funcionalidades desenvolvidas por terceiros e por isso não precisam lidar com processos muito complexos. A baixa complexidade e burocracia acaba interferindo positivamente no tempo de lançamento de uma aplicação.

Alguns cuidados

Como você pode ver, integrar um SDK a um aplicativo pode trazer vantagens aos negócios, porém é importante ter em mente o conhecimento aprofundado dos aspectos técnicos de tais kits antes de adicioná-los a um app. 

A seguir alguns dos critérios que os desenvolvedores precisam ficar atentos:

1. Compatibilidade

É importante sempre verificar a compatibilidade do seu SDK com a arquitetura mais recentes do sistema operacional. Por isso, acompanhe as diretrizes impostas pelas versões mais novas do SO e teste seus SDKs.

Quando se está criando um SDK pela primeira vez, você deve definir uma versão base do sistema operacional compatível com o SDK e verificar se as futuras versões do SDK conseguirão dar suporte a primeira versão com a qual você começou.

2. Recursos

Na criação de SDKs, especialmente os voltados para mobiles, o desenvolvedor precisa ter em mente quais recursos seu SDK irá utilizar/consumir. Ao atender aos requisitos, um SDK deve fazer isso mantendo os recursos mínimos e fornecendo a funcionalidade máxima.

Para isso, os seguintes fatores apresentam papel fundamental:

  • Bateria: Procure evitar ações que esgotem a bateria do usuário final tais quais pesquisa persistente de rede, processamento intensivo em segundo plano ou solicitação frequente de atualizações de localização. Por isso, preste atenção ao estado de energia do dispositivo, por exemplo, verificando se dispositivo está no modo de baixa. Opte por usar instrumentos como “Diagnóstico de energia” para verificar o consumo da bateria.

  • Memória: o SDK deve obter alocações quando necessário, mas liberar memória após a conclusão da tarefa. Um vazamento de memória no SDK normalmente recebe feedback negativo. Logo, execute instrumentos para alocação e vazamentos de memória e teste regularmente.

  • Desempenho: enviar um SDK para desenvolvedores sem antes realizar uma verificação de desempenho acarreta em risco. Execute testes de desempenho e testes de unidade oportunos, tendo como meta um mobile SDK que não afete o aplicativo host durante uso do seu SDK.

  • Uso da rede: é importante que as solicitações sejam regradas, afinal de contas, nem todos os usuários finais possuem planos de dados ilimitados e também não há garantia sobre a qualidade da rede.

  • Tamanho do kit: O tamanho de um SDK não é se resume ao tamanho do arquivo .aar ou .framework. Para chegar a uma estimativa mais realista, é necessário comparar o tamanho do arquivo de aplicativos de host de amostra .apk ou .ipa antes e depois de integrar o SDK. Além disso, outros fatores devem ser levados em conta como arquiteturas necessárias e dependências externas.

Melhores Práticas para criar um SDK

Com o pensamento de melhorar a área de atuação do desenvolvedor, quais são as melhores práticas para a criação de uma SDK?

  • Simplicidade

Um SDK somente tem utilidade quando o usuário consegue compreendê-lo. Códigos muito complexos, implementações arcaicas podem desestimular o uso de um SDK. Por isso, é necessário que você garanta simplicidade em todas as etapas de criação.

Umas das maneiras que evitar tais situações é priorizar em um primeiro momento classes e métodos comumente mais utilizados. Assim o SDK mostra as funções utilizadas pelo usuários sem ofuscar as outras opções com métodos/funções que não serão usados

Simplicidade envolve forma e função. Ter isso em mente resultará em um SDK simplificado.

  • Mapeamento de Endpoints

SDKs podem ser comparados a roadmaps, pois ao criar um SDK você está garantindo a corretude do seu mapeamento. Os endpoints devem ser mapeados no seu SDK assim como nas APIs. Isso facilitará a utilização do SDK

Realizar um mapeamento de endpoints implica em:

  1. Atualizações contínuas do SDK;
  2. Funções mapeadas e nomeadas adequadamente - o uso de nomeações consistentes além de ajudar na utilização do SDK, torna a comunicação mais clara;
  3. Novas funcionalidades imediatamente adicionadas e definidas junto ao SDK e a documentação - no caso de classe ocultas, estas devem existir simplesmente por motivos de segurança, não porque foi esquecida.
  • Usabilidade

A função de um SDK é seu maior valor, logo assegurar sua usabilidade é imprescindível. Uma boa maneira de introduzir um SDK e todas as suas peculiaridades é elaborando um modelo de Getting Started. Ele deve ser estruturado de forma que desenvolvedores já familiarizados com a linguagem e a função do código que representa o SDK, seja capaz de usá-lo em até 10 minutos.

Outro ponto é garantir que um bom volume de usuários possa usar seu serviço, por exemplo, oferecendo o codebase da API em diferentes linguagens. Porém, é preciso oferecer suporte correto de tais integrações.

Dois grandes aspectos

As vantagens de um SDK bem elaborado são evidentes. Experiência aprimorada do desenvolvedor, integração mais rápida e implementação de novos recursos, o que acaba levando a uma maior adoção do seu produto.

Por isso, na hora de criar ou optar por um SDK para integrar a um aplicativo, por exemplo, é preciso levar dois aspectos principais: dados e segurança. Você deve garantir que o SDK não tenha apenas alta velocidade, mas também proteja seus dados e informações. No caso de Mobile SDK, este deve valorizar soluções móveis opt-in e baseadas em permissão.

 

Como você pode ver, um SDK representa uma série de vantagens, dentre elas redução de esforços quanto as APIs. Quer ler outros artigos relacionados ao Ecossistema de APIs e Transformação Digital? Confira então o perfil da API Playbook na plataforma Prensa.

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