Como um time diverso pode impulsionar o seu negócio

Como um time diverso pode impulsionar o seu negócio

A bandeira LGBTQIAP+ já se tornou acessório para grandes corporações desenvolverem publicidades que fujam da cultura do cancelamento o máximo possível, mesmo que estas não tenham times diversos, com regionalidades, tons e gêneros variados. Ou seja, sexualidade e gênero se tornaram ferramentas de venda relevantes, mas será que as corporações entendem o por quê disso?

Para entender essa virada de chave, primeiro precisamos entender alguns conceitos. Inicialmente, o mais importante de todos: que diversidade não se trata só de sexualidade ou gênero. Falar de diversidade, é falar de inclusão e tudo isso tem a mesma relevância social, e deveria ter também no mercado, o que nos faz não visualizar isso comercialmente é a facilidade de venda.

Vender fluidez é fácil, já é aceito, homens beijarem homens e mulheres beijarem mulheres se tornou, de alguma forma, divertido, se tornou entretenimento. E entretenimento é fácil de vender.

Podemos perceber que não é satisfatório ser visto pela mídia dessa forma, como ser exótico, que recebeu uma espécie de permissão social para existir. Às vezes, não seria nem uma permissão, e sim uma tolerância, mas esse espaço adentrou a visão das pessoas responsáveis por contratação e as estratégias comerciais de grandes diretores, abrindo portas para as famosas “vagas inclusivas”.

Assim como as cotas vêm para corrigir erros do passado, as “vagas inclusivas” vêm com o mesmo objetivo: maquiar um problema social com o discurso de que “oportunidades foram criadas” e que agora não há mais desculpas para a marginalização desses públicos.

O novo, mesmo que nada inocente, traz algumas vantagens, entre elas a intervenção cultural dentro dos mais diversos segmentos. Ou seja, gays, lésbicas, pessoas transsexuais, negros, descendentes dos povos nativos com sua estética natural, representando tudo de mais incrível da sua cultura originária, pessoas consideradas deficientes físicas e pessoas consideradas socialmente “toleráveis” pela máscara do preconceito agora fazem parte de empresas que têm espaço comercial de grande relevância.

Ou seja, o diverso finalmente pode ensinar como é que se faz conteúdo, estratégias, entregas de qualidade, e representa um crescimento invejável por parte de todos aqueles que não passaram por uma vida de repressão por apenas existir. E não é por serem grupos simplesmente esforçados, mas por precisarem ser os melhores para serem respeitados.

Agora, entendendo toda essa construção que energiza os povos diversos, conseguimos falar da importância deles para o seu negócio, que é bem simples. Entender das dificuldades sociais ajuda a traduzir o melhor tipo de conteúdo e a melhor entrega para todos.

Não é por sorte que temos uma certa artista, negra, da favela, levando o funk para o mundo inteiro e ganhando diversos prêmios. Ser uma pessoa diversa modifica o seu time e a forma que você faz a sua venda, porque, enquanto um empresário considera uma mudança para tornar as coisas mais econômicas, esses grupos conseguem perceber uma melhor forma de vender mais com produtos mais relevantes.

E aí? Não acha que chegou a hora de dar espaço a quem realmente entende as necessidades sociais?


 


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