RH parceiro: a nova forma de gestão nas empresas

RH parceiro: a nova forma de gestão nas empresas

Com as mudanças acontecendo de forma extremamente rápida, mudança essa ao qual denomina-se Globalização, um dos principais setores das empresas, o setor de Recursos Humanos (RH), está também envolvido nesse processo de transformação, pois, ele está deixando de ser um local onde apenas se realizava atividades de níveis burocráticos e operacionais, para assumir uma posição de destaque como um nível estratégico. O novo Recursos Humanos, com essa nova forma de gestão passa a tratar os seus colaboradores com um olhar mais humanista, enxergando o ser humano em sua complexidade e totalidade, como um ser social, dotado de sentimento e inteligência. O paper vai tratar da forma como está acontecendo essa mudança, o que é preciso para que a empresa tenha um setor de RH estratégico, operando de forma assertiva? E quais foram as principais mudanças que ocorreram.


1.  INTRODUÇÃO

O RH, está passando por várias transformações, automatizações, sutileza na  negociação e a constante busca por novas habilidades para competir no mercado de trabalho, isso influenciará na forma como as empresas se relaciona com o quesito carreira. (LOUZADA; LEÃO; OLIVEIRA, 2017).

A nova gestão de pessoas não é mais centrada nas questões burocráticas, mas ela é voltada para o relacionamento da empresa – colaborador, ela trabalha como mediadora. A empresas veem seus empregados como parceiro de negócios, e o RH assumem uma posição mais estratégica, criando uma nova abordagem chamada Human Resources Business Partner (HRBP), em tradução livre significa Recursos Humanos Parceiro de Negócios.

Porém esse processo de mudança, como tantos outros, encontra algumas dificuldades, algumas gerencias ainda possuem resistência a mudanças, e eles precisam de evidencias que mostrem que essa nova forma de gestão ser um diferencial em seu negócio, porém o diferencial que o setor de RH atingi pode não ser mensurável financeiramente de forma imediata, o diferencial está no tratamento com as pessoas e suas relações trabalhistas.

Esse tema se torna destaque na literatura e nas organizações, visto que o setor merece grande destaque dentro das empresas. Antes o colaborador era visto como máquina de gerar lucro e hoje seus sentimentos, sua capacidade passam a ser valorizados, outra mudança é que o objetivo não está apenas nas pessoas, mas no crescimento da empresa, por isso o RH tomou uma posição estratégica. (KANGERSKI e NODARI, 2015)

Este trabalho tem como objetivo mostrar quais foram as principais mudança no setor de RH, que antes se chamava de Departamento Pessoal, e hoje assume tantos outros nomes como Gestão de Pessoas e como se dá essa mudança.

2.  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Antes ao pensar em setor de RH, pensava-se apenas em atividades operacionais  como recrutamento, seleção, treinamento, admissão, demissão e encargos. Com o passar do tempo e a globalização, a competitividade entre as empresas,  as novas demandas e a necessidades de estratégia de pessoas, logo passou a haver mudanças, tornando essa forma de administração ultrapassada. (LOUZADA; LEÃO; OLIVEIRA, 2017).

O mundo está mudando rapidamente, cada vez mais intenso, imprevisível e dinâmico. É nesse contexto que as empresas se encontram e também acompanha essa mudança, uma das áreas mais afetadas é a área de Recursos Humanos. Ocorrendo em muitas organizações a mudança de nomes desse setor que antes se chamava, Administração de Recursos Humanos, e hoje passa a se chamar de Gestão de Pessoas, Gestão de Talentos, Gestão de Parceiros, Gestão de Competências e muitas outras formas. (CHIAVENATO,2014).

“Atualmente os setores de recursos humanos são enxutos, e os profissionais voltados a se alinharem e ter ênfase dos seus processos relacionados com os demais setores” . (LOUZADA; LEÃO; OLIVEIRA, 2017, p. 2). Um RH cheio de pessoas, empenhadas em realizar as atividades burocráticas e rotineiras, não tornam mais a empresa mais competitiva, o que faz isso hoje em dia é a eficiência de uma equipe pequena e bem entrosada, disposta e ajudarem a empresa como um todo, e não que fiquem fechada em seus cubículos, pois o setor de RH deve estar juntos com todos os demais setores independentemente do nível hierárquico.

Os empresários começaram a perceber que o capital humano que existe dentro da sua empresa, é o verdadeiro responsável para o seu desenvolvimento e permanência no mercado de trabalho econômico, o diferencial competitivo de cada organização são as pessoas. Chiavenato, (2014, p. 3) afirma: “Organizações bem-sucedidas tratam seus colaboradores como parceiros do negócio e fornecedores de competências, não como simples empregados contratados.”

Uma mudança foi preciso no mundo empresarial, as empresas que se recusaram a mudar, hoje já existem ou ficaram simplesmente para trás.

Para mobilizar, engajar e utilizar plenamente as pessoas em suas atividades, as organizações estão mudando conceitos e alterando as práticas gerenciais. Em vez de investir diretamente em produtos e serviços, estão investindo em pessoas que entendem destes e que sabem como criá-los, desenvolvê-los, produzi-los e melhorá-los. Em vez de investir diretamente nos clientes, estão investindo nas pessoas que os atendam e os sirvam e que saibam como satisfazê-los e encantá-los. E ganham mais com isso. (CHIAVENATO, 2014, p. 6).

Porém, Louzada; Leão e Oliveira (2017) afirmam que a pessoas tem certa dificuldade em saber diferencias o operacional do estratégico, achando que para fazer um é preciso deixar de fazer o outro, mas, para ser estratégico é fazer coisas que agregam valores a organizações, e não necessariamente deixar de realizar o serviço operacional, contudo, haverá momentos que não será possível conciliar o serviço operacional e o serviço estratégico, como por exemplo será necessário fazer folha de pagamento, demissão, recrutamento e tantas outras coisas que faz parte junto com o estratégico.

Por isso, o papel da gestão de pessoas é fazer com que a emprese agregue valores e progrida, os gestores ao se sentar à mesa das decisões, deverá ter consciência de que o RH tem que colaborar com os planejamentos estratégico e atuar como um parceiro, e o RH por sua vez, será um moderador em algumas circunstâncias e em outras será um estimulador e motivador de funcionários, ser proativo, iniciativo e tomar as atitudes certas, na hora certa, exercendo um papel de liderança, seja no setor público ou privado. (LOUZADA; LEÃO; OLIVEIRA, 2017).

Existem alguns aspectos fundamentais na nova forma de gestão de pessoas, são essas: Pessoas como seres humanos, pessoas como ativadoras de recursos organizacionais, pessoas com parceiras da organização, pessoas como talentos fornecedores de competência, pessoas como capital humano. Esses aspectos levam ao objetivo de ter uma organização mais eficaz como proporcionar uma competitividade maior, tendo pessoas bem treinadas e bem motivadas,  aumento da autorrealização e satisfação das pessoas no trabalho, eleva a qualidade de vida no trabalho (QVT), construindo uma melhor equipe e melhor empresa. (CHIAVENATO, 2014).

Dentre esses aspectos citados um que se destaca é a elevação de qualidade de vida no trabalho, Louzada, Leão e Oliveira (2017) comentam que a QVT não está limitada apenas ao espaço interno do trabalho, e ele deve estar relacionada aos diversos âmbitos da vida humana, como satisfação pessoal, profissional e social. Todos os colaboradores devem estar envolvidos e devem cooperar com todos, inclusive com a comunidade, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, que deve ser assunto de extrema relevância na empresa. Outros que devem está incluso é os familiares dos colaboradores, sempre caminhando para melhorar a vida e tornar o mundo mais saudável, sem esquecer que ao redor da empresa existe uma região, e deve ser feita ações concretas para o seu desenvolvimento sustentável.

As empresas nunca devem esquecer o meio em que está inserida, pois ela se torna responsável para tornar a vidas das pessoas que estão a sua volta e dentro melhores, os empresários devem criar essa consciência, como bem aponta Louzada, Leão e Oliveira (2017) em sua conclusão:

Entender que nosso papel na sociedade é humano, comprometido com valores humanos, com políticas de ações eficientes e eficazes para a sociedade, que só não fiquem no papel, que saiam dos livros de literatura de Chiavenato e faça valer o que é ensinado. Um pouco de generosidade, solidariedade e respeito são valores que devem ser praticados sempre, não havendo necessidade de ser obrigado por lei, são valores naturais, de pessoas, de gente e que devem ser seguidos no cotidiano da vida pessoal e profissional de todos nós.

Além de responsável socialmente o setor de RH terá que se tornar cada vez mais estratégico, desenvolver a proatividade e seu compromisso com a administração em geral. E vai ser através do resultado que poderá ser medida a capacidade de inovações de uma empresa. Algo que se intensifica com a globalização. (LOUZADA; LEÃO; OLIVEIRA, 2017).

É na era digital que o setor financeiro deixa de ser o principal recurso de uma empresa, ou seja, hoje não é o dinheiro mais importante, o mais importante é o conhecimento, o capital passou de capital financeiro, para se tornar o capital intelectual. É claro que o capital financeiro tem sua importância, mas ela vem sendo diminuída, deixou de ser absoluta para ser relativa, pois de nada adianta possuir dinheiro sem que haja um cérebro pensante para saber utilizar da melhor forma. O conhecimento de hoje é o principal e mais importante tema para que o capital humano seja potencializado. (LOUZADA; LEÃO; OLIVEIRA, 2017).

Segundo Chiavenato (2014), a gestão de pessoas tem o objetivo de ajudar a administração a desempenhar a função de planejar, organizar, dirigir e controlar, e junto com toda a equipe o setor executivo poderá alcançar o seu objetivo. Esses objetivos podem ser resumidos em 6 processos, como pode-se observar na figura 1.

Figura 1: Moderna gestão de pessoas.

Fonte: CHIAVENATO (2014, p. 19).

Outra mudança que fica muito clara como a atualização do setor de RH é a forma como ele enxerga seu capital humano, ele passa a ser reconhecido de várias formas diferentes de como eram antes dessa mudança iniciar, a sua principal mudança é a valorização (CUNHA, 2009, P.36 apud KANGERSKI e NODARI, 2015).

Veja na figura 2 como é a evolução de como a empresa enxerga os colaboradores.

Figura 2: Comparação de empresas que usam as pessoas como simples recursos e como tem pessoas como colaboradores.

Fonte: (CUNHA, 2009, P.36 apud KANGERSKI e NODARI, 2015).

Pode-se concluir que a mudança independente do lugar, setor ou âmbito é necessária, o mundo evolui e como ele tudo deve ser acompanhar, as empresas não são diferentes, eles caminham juntos com a globalização, além de acompanhar elas também causam mudanças, e especificamente o setor de RH não poderia ficar para trás, ele deve evoluir, e é o que está acontecendo, e vai continuar, pois futuramente este assunto não será mais atual e se tornará ultrapassado, a forma de atuação do RH será diferente e mais efetiva, assim é o mundo em constante transformação.

3. METODOLOGIA

Neste Paper foi utilizado o método qualitativo bibliográfico, pois foi utilizado o livro Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações, de Idalberto Chiavenato como referência base para a elaboração desta pesquisa, e como suporte foi utilizado outros dois artigos Rh Estratégico: A Importância nas Organizações e Gestão de Recursos Humanos: Um Olhar para o Futuro. Foram retirados de todos as ideias principais, e complementares, usadas como fundamentações teóricas.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Já é sabido que o mundo vive em constante mudança, o setor de RH desde seu nascimento até os dias atuais nunca deixou de mudar, as suas abordagens, e seus métodos passou muito pouco tempo em estabilidade, e acredita-se que isso não deva ocorrer, pois a tendência é a evolução constante e quanto mais evoluído mais rápido se torna a mudança. O setor de RH hoje está voltado principalmente para o bem estar e valorização dos seus colabores.

É possível ver que hoje as pessoas estão mais preocupadas em passar mais tempo com a família, com seus amigos, aproveitar a vida da melhor forma, coisas que antes era mais difícil de se encontrar, pois a pessoas antes viviam para trabalhar e trabalhavam para viver, essa ideia está ultrapassada, por isso também ocorre o aumento de pessoas formada em psicologia trabalhando no RH das empresas, coisas que antes eram postos destinados a pessoas que eram formada em administração.

5. CONCLUSÃO

Antes as pessoas viviam suas vidas, e ansiavam pela verdade, o que é a verdade? O que é verdade? Eram pensamentos que moviam o mundo, as pessoas e os filósofos. Atualmente vivenciamos a era da pós-verdade, onde cada indivíduo possui suas crenças e seus valores e sua moral. Deixando a verdade para trás, hoje o que move o homem é a busca pela liberdade.

Isso se reflete no ambiente empresarial, as pessoas mais preocupadas por seu tempo livre, pode-se ver isso no aumento do trabalho no modelo home office, onde o(a) trabalhador(a) adquire mais tempo para passar em sua casa, pessoas que preferem trabalho que sejam próximos de casa, pessoas que abrem mão de um emprego formal, e abrem pequenos negócios, tudo em busca de uma qualidade de vida melhor.

Podemos destacas a QVT como o principal foco de mudança, hoje o colabores são parceiros não apenas mão de obras, mas pessoas dotadas de inteligência, sentimentos e valores, que possui uma vida pessoal. Esse olhar humanista é o que está fazendo com que as empresas se destaquem no mercado. O diferencial não é mais apenas os produtos, mas como esse produto é feito.

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Barueri, SP : Manole, 2014.

KANGERSKI, K. C. H. B., & NODARI, T. M. dos S. Rh Estratégico: A Importância nas Organizações. Unoesc & Ciência - ACSA, 2015. 139-146.

LOUZADA, Fernanda; LEÃO, Geraldo Silveira; OLIVEIRA, Simone Mendes de. Gestão de Recursos Humanos: Um Olhar para o Futuro. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Vol. 01. pp 201-213, abril de 2017. ISSN:2448-0959.


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